BackgroundDN
BackgroundDN
BackgroundDN
BackgroundDN
Desafio 2012
DNEscolas Apresenta-se
Kit de Apoio
Regulamento
O Meu DN
Links
Nota Biografica
Grupo: clubedejornalismo - Voltar
Nota Biográfica de Elizabete Matos, cantora lírica
Elizabete Matos nasceu na vila de Caldas da Taipas, concelho de Guimarães, em Setembro de 1964. Estudou canto e violino, em Braga, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, o qual integra o ensino da música com o ensino regular. Terminado o 12º ano, completou os seus estudos em Madrid, com uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, onde teve oportunidade de aperfeiçoar a sua arte com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti.
Na infância, Elisabete Matos gostava de encenar espectáculos em que era actriz principal, mas longe dos olhares dos outros. ?Mesmo dentro de casa eu gostava de interpretar os personagens mas sem que estivesse alguém a ver, para poder fazer tudo à minha vontade: as encenações, falar alto?? As sensações da casa de Caldas das Taipas, onde cresceu, fazem parte das memórias boas: ?Lembro-me de fazer aqueles colares havaianos, com margaridas brancas e amarelas e de ouvir uma coisa que ainda hoje procuro quando estou no campo, que é aquele rumor do vento na calma. É a sensação mais importante que conservo de criança e é um bálsamo. Posso considerar que, dentro da tragédia que foi a morte do meu pai, fui uma criança feliz, vivi sempre rodeada de família?.
A carreira internacional da cantora começou num Concurso Europeu de Canto, onde obteve o segundo lugar, com os papéis de Donna Elvira em Don Giovanni de Mozart e Alice Ford da ópera Falstaff de Verdi, no Hamburgo Opera. Em 1997, estreou-se em Madrid, na reabertura do Teatro Real ópera, onde interpretou o papel principal de Marigaila, na estreia mundial das Divinas Palabras, de Antón García Abril, ao lado de Plácido Domingo. O desempenho da cantora impressionou-o e convidou-a para cantar com José Carreras, o papel de Dolly na Washington Opera, numa nova produção de Sly, de Wolf-Ferrari. De seguida, interpretou o mesmo papel no Teatro Regio de Turim, no Japão (com a Washington Opera) e na Ópera de Roma, desta vez com Plácido Domingo. Os seus compositores mais executados são Puccini e Wagner, mas conta com mais de cinquenta papéis no seu repertório.
Elisabete Matos tem cantado em muitas grandes óperas de todo o mundo, como o Gran Teatre del Liceu, La Fenice, Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa), Teatro Real, La Scala, Maestranza de Sevilla, Teatro Regio di Torino e no Teatro di San Carlo (Nápoles). Ela marcou presença no Festival Macerata e os Merida Festival, no Japão, Washington, Chicago e toda a Espanha. Em 2001, participou nas comemorações do centenário da morte de Giuseppe Verdi, cantando com Plácido Domingo, José Carreras, sob a direção musical de Zubin Mehta, em Roma.
Para além dos teatros líricos, a cantora apresenta-se com frequência nas salas de concerto, interpretando habitualmente lied e concerto sinfónico. O seu repertório vai desde Bach até à música contemporânea. Destacam-se um recital de canções russas na Fundação Gulbenkian de Lisboa e no Festival de A Corunha; a Nona Sinfonia de Beethoven em Cagliari, dirigida por Lorin Maazel (com quem actuou também em Milão), no Auditório Nacional de Madrid (sob a direcção de López Cobos) e na Gulbenkian; O Chapéu de Três Bicos de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim; um concerto de árias de Mozart com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Giuliano Carella; Offrandes, de Varèse, dirigida por C. Walmar; e os Wesendonk Lieder em Lisboa.
Entre os seus compromissos mais recentes destacam-se Gutrune (Götterdämmerung), com Zubin Metha, e Cassandre (Les Troyens), com Valery Gergiev, ambos no Palau de les Arts de Valência, e o seu êxito como Senta (O Navio Fantasma) no Teatro Real de Madrid, em Janeiro de 2010. No futuro de Elisabete Matos está a estreia como Lady Macbeth, na Ópera Nacional do Reno (Estrasburgo), e Isolda (Tristão e Isolda), no Campoamor de Oviedo, além de Iphigénie en Tauride, no Liceu de Barcelona, e na Metropolitan Opera de Nova Iorque, como Minnie, de La Fanciulla del West.
A soprano habita em Madrid há mais de 20 anos, pela facilidade que lhe proporciona em chegar a outros palcos, à marcação de audições, ao contacto directo com os grandes maestros e as grandes vozes operáticas da actualidade. Na sua profissão, La Matos, como é conhecida em Espanha, tem de gerir fragilidades: do instrumento vocal, das relações que se estabelecem, das personagens que exigem uma exposição genuína, dos interesses instalados.
Elisabete Matos faz entre 60 e 70 espectáculos por ano, entre óperas e concertos e gosta de passar uns dias em casa: "a casa é uma das coisas que me relaxa imenso", revelou a cantora, que gosta de cozinhar e de tratar de plantas, "há montes de coisas que gosto de fazer, mas a nossa profissão é um bocado um sacerdócio, para ter umas coisas temos de abdicar de outras", disse.
A voz da soprano portuguesa ora doce, ora feérica, muito próxima do soprano dramático, define-a como ?um dia de sol completamente belo que, de repente, muda, começam a vir as nuvens e cai uma grande tempestade. Passa dos momentos de beleza, calma e paz aos momentos mais rasgados de desespero e ódio, mesmo feios?. Sendo um soprano Lírico-spinto, Elisabete Matos é dona de uma voz capaz de uma grande intensidade dramática com um timbre de pura beleza. É considerada a diva ibérica do reportório de Wagner e é uma das sopranos mais aclamadas nos palcos internacionais.
Reconhecimentos nacionais:
? Elisabete Matos foi nomeada Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa, em 1999.
? Foi considerada Figurado Século pela Associação Reflexo de Caldas das Taipas, em 2001.
? Foi galardoada com a Medalha de Ouro por Mérito Artístico da Cidade de Guimarães, em 2003.
Discografia:
? Requiem de Suppé com o Coro e Orquestra da Fundação Gulbenkian de Lisboa, sob a direcção de Michel Corboz, para a Virgin Classics;
? o papel titular de La Dolores, de Bretón, para a Decca, pelo qual foi galardoada com um Grammy em 2000;
? Margarita la Tornera, de R. Chapí, para a RTVE;
? em DVD a ópera Le Cid, de Massenet, com a Washington Opera.
? em DVD O Chapéu de Três Bicos, de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim.


Fontes:
http://www.elisabete-matos.com/
http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=165669&visual=3&layout=10
http://www.lux.iol.pt/nacionais/elizabete-matos-madrid-wagner-musica-opera/1114487-4996.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elizabete_Matos
http://www.upmagazine-tap.com/2009/08/elisabete-matos-madird/